RESPONSABILIDADE

“Devemos tomar cuidado para nunca tomar atitudes que façam com que os membros se sintam constrangidos ou sob imposição, o que poderá criar uma série de insatisfação. Um dirigente deve preocupar-se em proteger os membros para que possam dedicar na prática da fé com segurança, alegria e tranqüilidade.”

Atribuições e funções dos responsáveis de Bloco

Funções do Dirigente de Bloco:

1) Ensinar a prática correta do gongyo para todos os membros do bloco;
2) Fazer comunicações das atividades aos membros através de visitas familiares;
3) Procurar conhecer bem a situação da família e a situação da prática da fé (Gongyo, assinatura do Brasil Seikyo, Terceira Civilização, kofu, etc.) através das visitas familiares e procurar incentivar adequadamente os membros;
4) Informar aos dirigentes de Comunidade sobre os resultados das visitas;
5) Empenhar na aplicação e leitura dos impressos por todos os membros do bloco, fazendo inclusive a divulgação, distribuição e recolhimento dos pagamentos;
6) Realizar Reuniões de Palestra e outros tipos Reunião dentro do Bloco
7) Receber treinamento e orientações dos dirigentes veteranos para poder atuar como dirigentes.
8) Empenhar juntamente com os membros do bloco nas visitas familiares e na pratica do chakubuku.
9) Verificar constantemente as Fichas dos Membros do Bloco, deixando-as sempre atualizadas.

Desempenho como dirigente de Bloco

1) Empenhar-se em aperfeiçoar o gongyo;

2) Ser assinante dos impressos;

3) Empenhar-se na prática do chakubuku individual;

4) Esforçar no Estudo do Budismo;

5) Ser membro do Departamento do Kofu.

6) Aprofundar a convicção na prática da fé como dirigente central do bloco, ouvir os problemas dos membros e transmitir as orientações do Presidente Ikeda.

7) Orar pela felicidade e desenvolvimento dos membros do Bloco (inclusive objetivos numéricos com relações às atividades.

8) Manter constante contato com os dirigentes de Comunidade, deixando-os sempre bem informados da situação do bloco, procurando sempre orar e agir para solução dos problemas.

(Esta matéria foi publicada inicialmente no Jornal Brasil Seikyo n.º 1.025, de 4 de março de 1989)

IMPRESSO

A IMPORTÂNCIA DOS IMPRESSOS

 Os impressos são vitais para o nosso aprimoramento, pois estes são a fonte de nossas orientações.
 Eles têm função de incentivar e servir como fonte de estímulo para as pessoas.
 Mas nosso verdadeiro papel como dirigentes seria somente estarmos guardando esses incentivos e orientações ou estarmos levando isso aos outros?
 Aí meu caro amigo de bloco, é que você se encaixa. Como responsável de bloco, você interage diretamente com os membros. Portanto a responsabilidade de entrega é sua (seja você pertencente a DS, DF DMJ ou DFJ) e lembre-se que é muito importante o membro estar recebendo os impressos o quanto antes.
 Ao visitar o membro que não seja assinante do BS ou TC a melhor forma de propagar a importância destes, seria sempre levá-los consigo e utilizar as orientações neles contidas.
 Procure utilizar os impressos em todas as atividades promovidas dentro da organização para que o membro sinta a necessidade de utilizá-los com base em sua vida.
 Desenvolva sua criatividade e trabalhe o material contido nos impressos de diversas formas (ex.: diálogos, apresentações teatrais, explanações, dinâmicas…).
“Quem não lê, não estuda; quem não estuda, não aprende; quem não aprende, não aplica; e quem não aplica, não vence.”
 É importante compreender que os impressos ou mesmo as END (Escrituras de N. Daishonin) devem ser lidas diariamente, Sensei nos recomenda 20 minutos por dia, para que os ensinos possam ser aplicados na nossa vida diária. Esteja certo de que ninguém irá admirar ou elogiar a sua compreensão sobre o budismo a recompensa depende unicamente da sua consciência. Você deve estar convencido de que a energia acumulada através dessa prática constante irá permitir a obtenção de sua própria Revolução Humana, bem com a Revolução Familiar.
 Se apenas assinamos e esquecer nossos impressos sobre a estante, não estaremos aproveitando todo material de orientações, o qual dispomos, chegando até o ponto de nos desligarmos da veia que nos une a organização.

KOFU

O ESPIRITO DO KOFU

 A contribuição – Kofu – Promovida na Soka Gakkai é uma das atividades mais tradicionais e de extrema importância na promoção do Kossen-rufu.
 Você já deve saber que o Kofu, assim como os impressos, é também uma forma de doação ligada diretamente a questão financeira. Porém, o ato de esforçar-se para participar dessas atividades com sinceridade e alegria irá capacitá-la a acumular imensa boa sorte em sua vida.
 A contribuição promovida na Gakkai é diferente das doações coletadas costumeiramente na sociedade, pois a iniciativa de participar está fundamentada na prática da fé. Uma vez que está baseada na sincera e fervorosa fé, os louvores de Nitiren Daishonin e os benefícios desta dedicação são imensuráveis.
 Mesmo que atualmente você tenha condições de participar da forma como desejaria, deve perseverar e desafiar baseada sempre na firme oração direcionada ao Gohonzon e, dessa forma, você obterá sabedoria que o capacitará a transformar suas circunstâncias desaforáveis, como por exemplo, as dificuldades financeiras, pessoais, familiares e ao desempenho, em situações favoráveis e comprovar a sua grande transformação.

TÓPICA DE ORIENTAÇÕES

 “O espírito de devoção em realizar a doação eleva o estado de vida e proporciona imensuráveis benefícios, e isso, por sua vez, aprofunda a convicção na prática da fé. Esta é a fórmula do budismo que coloca as pessoas na órbita da felicidade”. (NRH – Capítulo Triunfo).
 “O ato de oferecer doações deve estar fundamentado no nobre e sincero espírito de fé.” (NRH – Capítulo Triunfo).
“Por mais louváveis que sejam suas doações, se forem oferecidas para uma pessoa falsa, elas reverter-se-ão num grande mal e jamais num bem. Por outro lado, mesmo que mantenha uma fé superficial e que seus oferecimentos sejam pequenos, os benefícios serão grandes se os doar a uma pessoa que sustenta a verdade. Como as serão imensuráveis então os benefícios das pessoas que doam seus oferecimentos à Verdadeira Lei!”. (Gosho Zenshu – pág. 1545).

CHAKUBUKU & BUINZOKA

CHAKUBUKU – CONVERTER PESSOAS AO BUDISMO

• Diferentemente das outras religiões que buscam somente a sua própria felicidade, numa atitude quase egoísta, o Budismo de Nitiren Daishonin, ensina que nós devemos ensinar e propagar aos outros com o máximo de nossas habilidades, tirando o sofrimento de suas vidas, levando-lhes esperança, ou seja, budismo e jigyo keta, pratica para si (transformação do próprio carma) e prática para os outros (luta pela paz mundial).
• Aplicar isso em nosso cotidiano seria o mesmo que dizer que descobrimos algo maravilhoso em nossa vida e desejamos contar isso a todos. Tamanha a nossa alegria. Esse é um comportamento natural do ser humano. Não teria sentido conservar isso em segredo, da mesma forma, também seria natural para nós que é capaz de salvar toda a humanidade, divulgarmos a nossa “descoberta” às pessoas.
• De que forma? Através de nossa comprovação na prática da fé, ou seja, quando conseguimos comprovar em nossas próprias vidas e na sociedade os grandes benefícios do Gohonzon, naturalmente trazemos simpatizantes, criando e aprofundando verdadeiros laços de coração a coração com as pessoas que desejam ir ao encontro do ideal do verdadeiro Budismo.
• Quando você realiza o chakubuku, está agindo com grande benevolência, pois deseja salvar outra pessoa da infelicidade, mostrando-lhe o caminho correto. Estará também manifestando sua gratidão ao Gohonzon e contribuindo para a paz mundial. Agindo como verdadeiro Bodhissativa da terra que se dedica ao nobre trabalho de propagar a lei mística.
• Referindo-se a este ponto, o Presidente Ikeda: “…. Espero que vocês, além de conquistarem a felicidade para si mesmo, sejam também lideres da sociedade a proporcionar a felicidade para todas as pessoas.”
• Desta forma, vamos realizar alegremente o chakubuku com forte coragem e decisão.

BUINZOKA – NOVOS MEMBROS

• Você também deve incentivar aquelas pessoas que, mesmo numa família em que possui o Gohonzon, mas ainda não praticam, venham a sentir paixão pelos ideais do kossen-rufu e a tornarem-se grandes valores. Sabem como? Lembram-se daquela família que possui o Gohonzon e algumas pessoas ainda não praticam? Então, vamos até eles. Vamos acolhê-los com carinho, incentiva-los criando laços de amizade e traze-los ao correto caminho da felicidade. Isso equivale a realizar Buinzoka.
• Munidos de coragem e sabedoria, vamos nos aproximar também de seus corações, fortalecendo ainda mais os laços da família Soka.
• Criando essa onda de humanismo aumentando também nosso circulo de amigos da Gakkai que, mesmo sem possuir o Gohonzon ou recitar o Daimoku, simpatiza-se com a Gakkai e com os ideais do Presidente Ikeda.
• Vamos lá?

ATIVIDADES PLANEJAR E REALIZAR

REUNIÕES, VISITAS E ATIVIDADES.

 “O homem é um ser que vive com base em significados. Ele jamais se empenhará seriamente enquanto não lhe ficar claro o propósito de seus esforços.
 “Portanto, planejar e programar as atividades da organização juntamente com os companheiros é fundamental!
 “Quando os membros compreendem e se convencerem perfeitamente da finalidade de uma atividade e do motivo de realizá-la, manietarão naturalmente sua iniciativas. A partir daí surgirão novas idéias e propostas criativas embaçadas na sabedoria adquirida no campo da vida real.

OBJETIVOS DAS REUNIÕES

“Nossas reuniões não são realizadas nem em prol dos dirigentes e nem em prol da organização. O objetivo delas é despertar e apoiar o desenvolvimento individual dos membros. Tanto a organização quanto os dirigentes existem em prol dos indivíduos. Isto está de acordo com os ensinos do budismo. Se, ao invés os indivíduos são manipulados para servir às necessidades da organização e de seus dirigentes, isto estará em conflito com os espíritos do budismo. “Dar um caloroso encorajamento e cuidar de cada pessoa é a base para a vitória.” (Daisaku Ikeda – 15/02/90 – Los Angeles).

AÇÕES QUE FAZEM A DIFERENÇA

• Comprometimento no Planejamento da atividade;
• Entregas de convites (valorizar cada pessoa, não objetivando somente números);
• Participação do dirigente convidado (envolvimento antes da reunião);
• Saber ouvir a opinião das pessoas;
• Dar espaço e responsabilidade para a participação dos Jovens e da Div. dos Estudantes;
• Desenvolver reuniões com conteúdo;
• Não se preocupar somente com o planejamento da atividade, mas sim colocar a visita em primeiro plano;
• Empenho na realização do Daimoku;
• Valorizar não somente a Reunião de Palestra, mesmo esta sendo a atividade mais importante da Soka Gakkai. As demais atividades são o suporte para o desenvolvimento da organização e para a criação de valores;
• Fazer análise após o término da reunião, baseado nos resultados obtidos na atividade;
• Empenho nas visitas de orientação individual e familiar.

POR FALAR EM VISITAS…..

• Através das visitas, podemos criar laços de sincera amizade e incentivos mútuos. Estabelecendo diálogos e conhecendo cada vez melhor os nossos membros.
• Porém, ao realizarmos uma visita, devemos ser sempre cuidadosos, agindo com sabedoria, escutando-os atenciosamente e incentivando-os através dos Gosho, orientações do presidente Ikeda, mas nunca podemos tomar decisões e atitudes pela pessoa, seguindo nosso antigo provérbio “Nunca dê o peixe a pessoa faminta, e sim ensine a pescar”. (E se pescarmos, pode ser o peixe que ele não goste…)

COMO ORGANIZAR UMA REUNIÃO.

Um dirigente deve estar preparado para falar em qualquer reunião, mesmo que a principio não esteja na programação, elaborando alguns assuntos com antecedência e estudando atentamente o clima da

• reunião, pois em algumas situações é necessário mudar suas palavras.
• Não se preocupar com o que transmitir na reunião, por se julgar capaz, pode ser tomado como uma atitude arrogante.
• É importante sempre ler muitas orientações, estando a par sobre a organização, o presidente Ikeda e suas atividades.

CONVIDAR UM DIRIGENTE

• Entregar o convite com antecedência, de preferência e se possível com a programação;
• Opinar que tipo de orientação gostaria que fosse dada;
• Convidar o dirigente e realizar visitas;
• Confirmar sua presença e não apenas convidar e ficar aguardando.

PREPARATIVOS DO LOCAL DA REUNIÃO

 Montar Esquema
 Recepção:
 Recepcionar à todos, principalmente aos novos membros e convidados
 Preparar mesa, esquema de compadecimento (Tokan), quem ficará responsável por isso.
 Local:
 Ao decorar o local verificar com a pessoa que sede a casa as possibilidades, para não estragar as paredes, moveis e etc. (Nuca coloque pregos ou fitas que danificam as paredes).
 Todo membro que fizer parte da programação chegar com antecedência ao local;
 Ao termino deixar o local arrumado e limpo.
 Preparar microfones, som, vídeo; caso necessário; testar instalações e verificar seu funcionamento e estado;
 Se necessário, preparar uma mesa para o apresentador;
 Não queira fazer tudo sozinho, peça colaboração dos seus membros, permitindo assim, que eles possam aprender e desenvolver.
 Em caso de Reuniões de Palestra e Convenções comemorativas, passar o compadecimento logo após o término da atividade para os responsáveis de distrito.

SER OU NÃO SER UM DIRIGENTE

DIRIGENTE É ….

1) Dirigente é aquele que se preocupa com seus membros muito mais do que qualquer outra pessoa e chega até sofrer por eles, independentemente de alguém estar sabendo ou não dessa sua dedicação.
 Quanto mais o dirigente penso no bem dos membros, na felicidade e no desenvolvimento deles, estando sempre atento em como oferecer esperança e o que fazer para o bem de todos; sua preocupação tende-se naturalmente a tornar cada vez maior.
 O caráter de se preocupar com as pessoas, pela sociedade e pelo Kossen-rufu é sem dúvida alguma, uma prova de estar atuando dignamente como ser humano;
 Se possuir benevolência é natural que se preocupe com os outros ao ponto de ficar aflito;
 Portanto, o ato de se preocupar e sofrer o pelo bem de outros é uma comprovação de benevolência;
 Quanto maior for a preocupação, e quanto mais profunda é a benevolência maior e mais profunda será também a oração e a recitação do Daimoku ao Gohonzon;
 Não devemos ser omissos na benevolência, nem ficar alheio com a situação dos outros.

2) Da mesma forma como os filhos crescem observando o comportamento dos pais, os membros se desenvolvem vendo o aspecto de seus dirigentes
 A seriedade e a postura de luta com que o dirigente atua como uma pessoa adulta, tanto na vida diária e nas atividades, serve de parâmetro para os mais novos crescerem como valores humanos.
 Por esta razão, a atitude dos dirigentes em relação à vida é muito importante.
 Essa postura e seriedade é o que promove uma correta e viva educação e orientação.

3) Na Criação de valores humanos existem três pontos básicos:
a) DEDICAÇÃO: Se não possuir sentimento de dedicação, todas as palavras que disser serão em vão e jamais tocarão o coração das pessoas;
b) ENCORAJAMENTO: Não há orientação ou forma de educação que supere o encorajamento. É através disso que se descobrem as boas qualidades e faz evidenciar todo potencial de uma pessoa.
c) ASSISTÊNCIA: Através da assistência se cria e fortalece o laço de confiança, de amigos e de pessoas humanas. Sem prestar assistência, não se pode esperar que as pessoas cresçam sozinhas e se tornem em brilhantes valores humanos. As pessoas crescem proporcionalmente à assistência que recebem. Portanto, é preciso empenhar muito esforços na assistência para criar valores humanos. As pessoas da Gakkai devem se preocupar e entender as dores de seus companheiros. Devemos fazer dela uma organização, uma comunidade em que os sofrimentos das pessoas são devidamente considerados e compreendidos. E, depois, elas recebem toda a assistência e encorajamento, isto é a Gakkai, é SGI.

4) Haja o que houver, jamais devemos desistir da nossa convicção e conquistar a felicidade e da missão de conduzir todas as pessoas para a felicidade.
 O importante é a nossa forte oração com a determinação de realizar tudo, pois, “Não há oração sem resposta”.
 Portanto, o mais importante é a nossa determinação na prática da fé. Isto é dito na escritura “O mais precioso é o coração da prática da fé”.

5) O que é importante agora é a união na forma de Itai Doshin (Diferentes pessoas com o mesmo Objetivo).
 É criar e promover a harmonia
 A nossa SGI deve ser sempre harmoniosa, de pessoas amigas.

NÃO SER DIRIGENTE É…

SETE HÁBITOS DA ROTINA

 A rotina na prática da fé cerca as pessoas quase que furtivamente. Na maioria dos casos, as pessoas não percebem quando estão sendo arrastadas pela rotina. Entretanto, observando tias pessoas, notam-se certas peculiaridades que caracterizam a rotina.

HÁBITO DE DESCULPAR-SE: Quando dominados pela rotina, torna-se muito penoso movimentar o corpo pela causa da prática da fé. A desculpa torna-se o pretexto para não enfrentar as próprias fraquezas.

1) HÁBITO DE DEIXAR SEMPRE PARA DEPOIS: Mesmo sabendo que deve realizar certa tarefa, procura, sempre deixar para depois, evitando assim maiores esforços. Repetindo esse procedimento, a consciência começa a pesar, e no fim, perseguido e sem alternativas, acaba fazendo o que deveria Ter feito, porém sem a qualidade necessária.

2) HÁBITO DE FUGIR DAS RESPONSÁBILIDADES: Embora estejam cientes de suas responsabilidades, procuram sempre desviar-se delas com argumentos ou outros afazeres. Quando pensam em realizar algo, deixam a cargo dos outros, acreditando que dessa maneira irão aliviar a si próprios.

3) HÁBITO DE ACEITAR A SITUAÇÃO: Mesmo insatisfeito, acomodam-se diante da situação, sem apresentar qualquer questionamento que possa melhorar o que esta sendo empreendido.

4) HÁBITO DE PENSAR COMO UM TERCEIRO: mesmo que uma determinada situação tenha relação direta, recebe-la como se fosse para outro. Não se emocionam, e se quer toma qualquer atitude. Enquanto que, ao contrário, o senso de responsabilidade gerado pela fé é exatamente acatar tudo como se fosse “direto para mim”.

5) HÁBITO DE ESPERAR POR UMA ORDEM: Quando não há nenhuma comunicação, certas pessoas acreditam que não é necessário fazer nada. Aguardam ordens para envolverem-se.

6) HÁBITO DE EVITAR PROBLEMAS: Quando há o envolvimento é natural que cresçam simultaneamente as responsabilidades e os esforços. Há pessoas, no entanto, que para evitar dificuldades em sua vida particular, ficam deliberadamente inativas na organização.

Relacionamento e conduta na organização

Espírito Soka

 A Soka Gakkai é uma instituição que promove as atividades em prol do kossen-rufu do Budismo de Nitiren Daishonin, e busca o bem estar de todos os seus membros. Por esta razão, algumas normas de relacionamento entre seus componentes devem ser respeitadas a fim de que os objetivos pessoais da organização sejam preservados para o bem de todos.

 Entre as pessoas da organização está proibido qualquer tipo de empréstimo de dinheiro, de ser avalista de empréstimos, de realizar negócios em sociedade mesmo que seja apenas em termos de participação no capital. Qualquer relacionamento estranho aos objetivos da Gakkai configura-se como aproveitamento da organização para vantagens e ambições pessoais. A nossa organização existe em prol do kossen-rufu. Não devemos fazer com que nossos interesses pessoais, descuidos e intimidades facilitem a penetração da maldade.

 O presidente Toda era muito rigoroso com o comportamento das pessoas para proteger a pureza da Soka Gakkai. Ele disse com muito rigor: “Aqueles que incomodam os membros por questões de dinheiro ou por relações amorosas devem ser desnomeados de seus cargos e expulsos da Gakkai.” Portanto, não devemos perdoar os malfeitores que se aproveitam da organização. Se não agirmos com esse rigor os novos valores humanos não se desenvolverão satisfatoriamente.

 Os dirigentes recebem muitas consultas a respeito da vida particular e os assuntos tratados jamais devem ser revelados para outras pessoas. O dever do dirigente é manter segredo, não trair a confiança e preservar a privacidade de seus companheiros.

 Depois de uma reunião, não fiquem conversando em voz alta pelas ruas. Podem causar incômodo à vizinhança. Além disso, é perigoso ficar conversando na calçada à noite. Por isso, depois da reunião procurem dispersar-se rapidamente.

 Quando os pais vão para a reunião, os filhos ficam em casa ou os acompanham. De toda a forma, a responsabilidade de cuidar dos filhos durante a reunião é dos pais. Mesmo que haja o apoio e a colaboração de outros companheiros, não devem abusar da gentileza.

Cargos dentro da BSGI

A BSGI está organizada em diversos níveis.

1. O primeiro desses níveis, que tem por responsabilidade o contato direto, o apoio, a orientação e o estímulo à prática e ao estudo do budismo, são os Blocos (chamado em japonês de Han). Os Blocos são formados por famílias praticantes. É nos Blocos que, pelas diretrizes de 2004 da BSGI, devem ocorrer as principais atividades da nossa organização, que são as Reuniões de Palestra, as Reuniões de Chakubuku, as visitas individuais e familiares, as Reuniões para recitação do Daimoku (chamadas comumente de “Daimoku Tossu” e os acompanhamentos individuais e familiares).

2. O segundo nível, que reúne normalmente 2 ou 3 Blocos, é as Comunidades (em japonês Tiku), que tem por responsabilidade apoiar os Blocos respectivos e seus responsáveis e membros (preferencialmente através dos responsáveis pelos Blocos), além de coordenar o planejamento das Reuniões de Palestra e a realização das Reuniões de Chakubuku, a divulgação de assinaturas do Jornal Brasil Seikyo e revista Terceira Civilização e da Revista 10, as atividades de estudo do budismo, as visitas individuais e domiciliares, estatísticas e informações.

3. O terceiro nível é constituído pelos Distritos (em japonês Shibu) que apóia de 2 a 4 Comunidades cada uma.

4. Em seguida vêm: as RM que apóiam diversos Distritos, as Sub-Coordenadorias que apóiam diversas RM e as Coordenadorias que apóiam diversas Sub-Coordenadorias.

Há uma orientação da BSGI para que os membros que assumem “cargos de responsáveis” por esses diversos níveis da organização devam ser chamados sempre em português de “Responsáveis” (de Bloco, de Distrito, de RM, etc.). Não devem ser chamados de “dirigentes”, nem de “chefes” pois eles são de fato líderes apoiadores dos membros. É aceitável que os chamemos de “líderes” também. Sendo assim não devemos também usar os termos em japonês como hantyo, hantan, tikubutyo, tikutan, shibutyo, fujibutyo, e etc.

Agora para completar: em cada nível da organização existem assim líderes de cada uma das divisões verticais da BSGI, que são a Divisão Sênior (DS) que congrega dos membros masculinos casados, ou solteiros com filhos ou divorciados ou que tenham acima de 35 anos; a Divisão Feminina (DF) que congrega as mulheres casadas, ou solteiras com filhos, ou divorciada, ou acima de 35 anos; a Divisão Masculina de Jovens (DMJ) que reúne os membros jovens solteiros ou casados até 35 anos; a Divisão Feminina de Jovens (DFJ) que reúne as jovens solteiras ou sem filhos até os 35 anos. Esta classificação não é rígida existindo inúmeros casos onde o membro escolhe qual a Divisão na qual ele quer ser incluído, em função de seus interesses ou realidade pessoal de suas vidas. É muito comum, por exemplo, rapazes que se casam cedo optarem para passar para a Divisão Sênior, uma vez que suas realidades de vida mudam radicalmente com o casamento e filhos.

Os Responsáveis por cada uma dessas Divisões, nos diversos níveis da organização são chamados, assim de, por exemplo:
• Nos Blocos: Responsável da DS de Bloco (ou Hantyo DS), Responsável da DF de Bloco (ou Hantan), Responsável da DMJ de Bloco (ou Hantyo DMJ), Responsável da DFJ de Bloco (ou Hantyo DFJ)
• Nas Comunidades: Responsável da DS de Comunidade (ou Tikubutyo). Responsável da DF de Comunidade (ou Tikutan), Responsável da DMJ de Comunidade (ou Grupotyo DMJ), Responsável DFJ de Comunidade (ou Grupotyo DFJ)
• Nos Distritos: Responsável da DS de Distrito (ou Shibutyo), Responsável da DF de Distrito (ou Fujibutyo), Responsável DMJ de Distrito (ou Butyo DMJ), Responsável DFJ de Distrito (ou Butyo DFJ).
Os Responsáveis dos jovens (DMJ e DFJ) assumem, também, a responsabilidade pela Divisão dos Estudantes (DE) que congrega os jovens a partir dos 5/6 anos e vai até os universitários.

Quanto aos Responsáveis da DS, em todos os respectivos níveis da organização (desde os Blocos aos níveis centrais) eles são também os responsáveis respectivos pela coordenação geral e o apoio a todas as 5 Divisões (DS, DF, DMJ, DFJ e DE) principalmente através dos Conselhos (que são os colegiados dos Blocos, das Comunidades, dos Distritos, das RM, etc.) e do apoio, assistência e orientação pessoal dos seus companheiros responsáveis (no Bloco, na Comunidade, no Distrito, etc.).

Assim, a orientação da BSGI para sempre falarmos os nomes dos “cargos” em português, de forma a que os novos membros e chakubukus “sintam-se em casa”, entendam e se situem facilmente no contexto da organização.

“Bloco Monarca é o que tem pessoas felizes e recebendo benefícios”

16 DE DEZEMBRO DE 2006 — EDIÇÃO Nº 1872

Em 2007, você, leitor, com certeza ouvirá muitas vezes o conceito Bloco Monarca 2010 nas atividades promovidas pela BSGI. Esses pequenos palcos de atuação denominados blocos terão uma grandiosa missão: ser repleto de pessoas felizes e que recebem benefícios visando a construção de uma “BSGI Monarca do Mundo” como é o desejo do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, e do líder da BSGI, Eduardo Taguchi, de comprovar o desejo do mestre. O que vem a ser esse conceito Bloco Monarca 2010? Quem nos responde nessa entrevista ao Caderno da Comunidade é o coordenador da CCSP, Júlio China.
Brasil Seikyo: O que é o bloco e o que ele representa no universo da organização?
Júlio China: O bloco é a menor unidade de organização da BSGI, porém, contrário ao seu tamanho, é onde a grandiosidade do Kossen-rufu do Brasil se manifesta e junto com a comunidade avança efetivamente. O ponto essencial do bloco é construir relações humanas de valor, ligando pessoa a pessoa em harmonia. É onde se consegue praticar efetivamente para se atingir as Cinco Diretrizes Eternas da Soka Gakkai. Em um discurso, o presidente Ikeda observa: “Desde aquela época, viemos propagando o Kossen-rufu tendo esses pontos gravados no coração como as três diretrizes eternas da Soka Gakkai. O objetivo dessas diretrizes é proporcionar uma direção clara, ou foco, para que nossos membros — em sua própria condição e forma de viver, em seu lar, no local de trabalho ou na comunidade — não sejam derrotados pelas dificuldades nem pegos pela armadilha da negatividade e da reclamação, mas que ao contrário, vivam com esperança e triunfem sobre tudo”. (Brasil Seikyo, edição no 1.743, 10 de abril de 2004, pág. A3.)
O bloco é também onde se realiza as principais atividades da organização: o diálogo, o estudo, as visitas, o Chakubuku, a troca de experiências para o aprimoramento da fé. Enfim é onde exercitamos o tripé fundamental do budismo — “fé, prática e estudo” —, numa escala menor e mais próxima da realidade das pessoas. O bloco é a energia e a força de expansão da comunidade e a roda do avanço do Kossen-rufu do bairro.
BS: Como surge um bloco?
JC: O bloco surge como efeito da expansão da comunidade e do desenvolvimento de seus valores humanos. É o campo para cultivar esses valores e um local de exercício prático da fé. O fato de uma organização conseguir criar blocos sólidos é sinônimo de que ela está criando valores humanos. Realizar o Chakubuku, portanto, é essencial para ter um crescimento sustentável ano a ano. Não há um número certo de famílias para se criar um bloco, no entanto, o bom senso diz que entre sete a dez famílias formam um bloco ideal.
BS: Como surgiu o conceito de Bloco Monarca?
JC: A idéia do “Bloco Monarca” surgiu de uma sugestão do presidente da BSGI, Eduardo Taguchi, um veterano exemplar no espírito de procura ao mestre, que está sempre preocupado em corresponder aos anseios do presidente Ikeda, seja pessoalmente ou por meio da organização. Numa das reuniões de diálogo para o planejamento, ele apresentou seu desejo de que a organização pudesse de alguma forma, manifestar na prática a diretriz do presidente Ikeda para o nosso Brasil, em seu poema “Brasil, Seja Monarca do Mundo!”. Então, teve início uma intensa discussão entre os participantes em busca de um florescer dessa idéia, e o resultado foi: “Bloco Monarca é o bloco que tem as pessoas felizes e recebendo benefícios!” e, como ponto de partida, dessa condição, surgiu então às diretrizes práticas para esse objetivo: 1) fazer com que todas as famílias estejam atuantes na organização pelo Kossen-rufu, porque é no conjunto da “oração e ação” que está a fonte dos benefícios da prática do budismo; e 2) completar o quadro de líderes de bloco de forma que tenha líderes das quatro divisões. Esse ponto é essencial, pois demonstra a seriedade da organização de base na criação de valores humanos, e uma atuação preocupada em desenvolver o valor interior das pessoas. Como pude dissertar no Caderno da Comunidade anterior, a função na organização é uma oportunidade ímpar de crescimento pessoal que corresponde a uma sábia diretriz budista: “Quando acendemos uma lanterna para outra pessoa, iluminamos o nosso próprio caminho” (Gosho Zenshu, pág. 1.598). A função tem esse princípio. Ao agir pelo bem, em prol do outro, geramos a energia vital para o nosso próprio crescimento. É causa e efeito!
BS: Como efetivamente criar essa condição no bloco? Qual é o papel do líder do bloco dentro desse contexto?
JC: Bem, penso que a organização não pode resumir-se em ser uma máquina de produzir atividades. E aprendi que isso não é algo que apenas líderes de base tenham de observar atentamente. Todos têm que atentar para esse ponto. É muito importante termos sempre em conta que a sensibilidade da organização para com as pessoas corresponde exatamente à sensibilidade dos líderes em relação à situação real de seus membros. A finalidade principal da organização e dos líderes é desenvolver uma interação tão adequada quanto energética, que dê atenção à realidade dos membros, e permita-lhes crescer a cada reunião, a cada diálogo, a cada encontro, a cada visita, permitindo às pessoas vivenciarem a prática em meio à sua realidade. Quando, como líderes, atingimos essa visão e sinceridade de ação, os benefícios surgem incessantemente, tanto para os membros como para os líderes. A organização se torna monarca porque as pessoas são reis e rainhas de sabedoria.
Quando as pessoas percebem coerência entre a prática da fé e as mudanças reais operando em sua vida, surge a convicção e criamos valores. Teoria em si não muda a vida das pessoas, o que muda é a possibilidade de exercitar a teoria na prática, e experimentar com a própria vida os exercícios para a mudança. É por isso que a base é o exercício da “fé, prática e estudo”. O líder e a organização existem para possibilitar isso, com coerência.
Por exemplo, ouvi algumas vezes que as visitas às pessoas que precisam de incentivos soam como uma “invasão de privacidade”. Na verdade, as visitas se tornam uma “invasão” quando as fazemos sem propósito, e muitas vezes nem nos preparamos para fazê-la. Como líder, é essencial buscar dentro de si uma preocupação honesta em relação ao crescimento da pessoa, para que tenhamos a prerrogativa de incentivá-la. Se não houver esse esforço, a visita torna-se inócua e acabamos fazendo com que essa atividade essencial e tradicional da SGI seja mal interpretada.
Dentro desse contexto, a “invasão” soa muito mais como uma desculpa para não agirmos como deveríamos. Uma maldade muito importante que afeta os líderes é a visão distorcida de que ao agir está prestando um favor às pessoas ou à organização. Alguns têm coragem de manifestar esse entendimento, quando então são corrigidos e melhoram, prosperam por vencer a sua essência negativa. Outros, que escondem essa visão atrás de uma cortina de boas intenções, buscam resultados em vão, pois não criam causas para o desenvolvimento.
Penso que o essencial para um líder é a humildade e a sinceridade com que encara a fé e a ação. A vida cotidiana está cheia de artimanhas e armadilhas que nos desviam do caminho dessa sinceridade. Enxergar isso e não se deixar vencer pelas pseudo “prioridades” acelera nossa revolução humana.
BS: O presidente Ikeda sempre incentiva com muito carinho os líderes da organização de base, não é? Sobretudo porque são pessoas que atuam bravamente num palco em que há poucos aplausos.
JC: Sim, a atuação de bastidores é a que o mestre mais aprecia e aplaude porque simboliza um empenho muitas vezes solitário e contra as próprias fraquezas. Mas se consciente, é o tipo de ação que de fato revoluciona a vida das pessoas. Holofotes e aplausos geram um prazer típico arraigado no egoísmo humano. Mas um valor absoluto surge quando somos capazes de vencer as nossas fraquezas e conseguimos atuar pelo bem dos outros sem que sejamos aplaudidos ou recompensados por isso. Em um de seus discursos, o presidente Ikeda observa: “Os blocos são a força motriz do Kossen-rufu. Constituem-se na verdadeira linha de frente da organização. O grandioso dinamismo dos dirigentes de bloco tem sido a força motriz para o crescimento da Soka Gakkai.
“As atividades de bloco parecem se realizar num palco pequeno; elas não recebem normalmente o aplauso e a atenção que as grandes reuniões atraem. Mas exatamente pelo fato de o bloco ser pequeno é que se pode oferecer aos seus membros a oportunidade para o diálogo de coração a coração, incentivando o livre e vívido desenvolvimento da amizade. Nos blocos, os membros podem formar laços de profunda confiança e escrever juntos admiráveis páginas da história do Kossen-rufu. E são os líderes de bloco as pessoas que têm o papel principal nesse processo”. (Brasil Seikyo, edição no 1.716, 20 de setembro de 2003, pág. A3.)
BS: Alguma consideração a mais?
JC: Recomendo a leitura do discurso do presidente Ikeda, citado acima, uma fantástica referência de como devemos nos comportar como líderes e companheiros. Recomendo também a leitura do “Guia para Líderes”, uma publicação que teve origem num trabalho conjunto de veteranos da fé que não pouparam esforços para eternizar o espírito fundamental da nossa atuação como líderes embasadas na profunda relação de mestre e discípulo.

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